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“São necessários mais estudos e dados epidemiológicos que avaliem a interação colesterol-cancro”

"São necessários mais estudos e dados epidemiológicos que avaliem a interação colesterol-cancro"

No grupo de sobreviventes de cancro, “dada a patologia de base, os fatores de risco cardiovascular são muitas vezes subestimados, apesar de a doença cardiovascular ser a principal causa de morte não tumoral nesta população”. As palavras são da Dr.ª Patrícia Vasconcelos, do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, em entrevista à News Farma no decorrer do XXVIII Congresso Português de Aterosclerose. Leia a entrevista na íntegra.

News Farma (NF) | Quais as principais mensagens da sessão?

Dr.ª Patrícia Vasconcelos (PV) | Os sobreviventes do cancro são um grupo em expansão. Neste grupo, dada a patologia de base, os fatores de risco cardiovascular são muitas vezes subestimados, apesar da doença cardiovascular ser a principal causa de morte não tumoral nesta população.

Em diferentes estudos, o papel do colesterol na incidência e agressividade do cancro apresenta resultados controversos. No entanto, a desregulação na homeostase da síntese de colesterol parece ser um importante fator no desenvolvimento tumoral. São necessários mais estudos e dados epidemiológicos que avaliem esta interação colesterol-cancro.

Estratégias terapêuticas destinadas a interferir no metabolismo do colesterol e sua combinação com terapêuticas anti neoplásicas podem ter efeitos sinergicos oferecendo eventualmente novas oportunidades terapêuticas.

NF | Qual a importância de discutir estes assuntos tendo em conta o atual panorama pandémico?

PV | Nesta fase pandémica, assistimos a atrasos no diagnóstico e tratamento do cancro. É preciso não descurar estas patologias! Por outro lado, o confinamento conduziu a uma maior percentagem de doentes com fatores de risco cardiovascular mal controlados, nos quais se incluiu a dislipidemia. E isto é uma preocupação!

NF | De que forma estes dados divulgados na sessão têm impacto na prática clínica?

PV | A classificação dos cancros de acordo com alterações genéticas no metabolismo do colesterol e estudos futuros podem vir a influenciar as opções terapêuticas, facilitando o desenvolvimento de uma Medicina de precisão para prevenir e tratar tipos específicos de cancro.

Estes dados servem também para alertar para outras patologias associadas ao cancro que podem afectar a sobrevida e a qualidade de vida destes doentes independentemente do seu prognóstico oncológico.

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